MPRJ, Polícia Civil e Rogério Andrade

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 4ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada do Núcleo Rio de Janeiro, realiza nesta sexta-feira (10/02), em conjunto com o Departamento-Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil, a Operação Pequod.

Estão sendo cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Rogério Andrade, suas empresas e a outras pessoas associadas a ele.  A ação ocorre na capital e Angra dos Reis, no estado do Rio, e em Vitória da Conquista, na Bahia.  Envolvidos nos crimes de lavagem de dinheiro , Rogério Andrade e seu filho Gustavo Andrade, tiveram mais de R$ 40 milhões em bens e valores bloqueados pela Justiça.

De acordo com as investigações, os rendimentos lícitos dos integrantes do grupo não são compatíveis com o patrimônio adquirido.  Do total bloqueado, R$ 16 milhões são relacionados à lavagem de dinheiro e R$ 24 milhões de confisco alargado – medida judicial que possibilita o sequestro da diferença entre as aquisições licitamente comprovadas e as presumidamente ilícitas.

Durante a operação foram apreendidos veículos de luxo e embarcações. O nome da operação é uma referência ao navio Pequod, que afundou com o comandante e a tripulação ao tentar capturar a baleia Moby Dick, do romance de Herman Melville, publicado em 1851.

 

MPRJ obtém nova condenação dos milicianos André Malvar e Batman

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 2ª Promotoria de Justiça Junto ao III Tribunal do Júri da Capital, obteve, na quinta-feira (09/02), a condenação dos milicianos André Luiz da Silva Malvar e Ricardo Teixeira Cruz, vulgo Batman. O ex-policial civil André Malvar foi sentenciado a 72 anos e seis meses de prisão por quatro homicídios qualificados, sendo dois tentados, assim como por associação armada, enquanto o ex-policial militar ‘Batman foi condenado a 18 anos e seis meses por uma tentativa de homicídio duplamente qualificada e por associação armada.  Os crimes foram cometidos em 2007.

A promotora de Justiça Carmen Eliza de Carvalho demonstrou ao júri que os crimes foram cometidos por vingança em razão da disputa pelo controle de pontos de transporte alternativo na Zona Oeste do Rio e na Região dos Lagos. As vítimas sofreram uma emboscada quando estavam ao lado de Francisco Cesar da Silva de Oliveira, o Chico Bala, considerado rival dos condenados. Morreram a mulher e o enteado de Chico Bala, que escapou da emboscada com o primo.

Ao fixar a sentença o Juízo levou em consideração a audácia dos criminosos, que praticou o crime em plena luz do dia, aos olhos da população ao redor, certo de sua impunidade. Ressaltou também que os condenados são responsáveis pela banalização das regras comportamentais com a criação da chamada “Liga da Justiça”, que aprisiona a sociedade e enriquece a sensação de impunidade, “desestabilizando a imagem da justiça em prol do pânico e do terror, ceifando a vida das vítimas por mero capricho”.

A pena de prisão dos réus deverá ser cumprida em regime fechado.

Postado em _Destaque, Cidade