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Poder paralelo parou parte da Zona Oeste

A sociedade da Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro – quase 40% da extensão territorial e da população – viveu nesta terça-feira (24/10), mais um dia de terror imposto por milicianos e traficantes da região aos bairros de Campo Grande e Santa Cruz.
As pessoas físicas não cumpriram seus compromissos sociais por falta de transporte – uma parte significante da frota de ônibus não circulou – e/ou receio de sofrer algum tipo de violência por parte dos bandidos, que ontem incendiaram dezenas de ônibus, 1 trem e alguns veículos particulares. Parte do comércio, da indústria e dos prestadores de serviços também não pode trabalhar por falta de funcionários e por ordem dos bandidos que os aterrorizaram com mensagens e avisos de que voltariam a atacar caso não obedecessem o toque de recolher. Segundo algumas autoridades públicas, o recado era para nada funcionar no dia do enterro do Faustão, autoridade miliciana morta ontem, à tarde, no bairro de Paciência, num tiroteio com a polícia civil.
Algumas lojas com dificuldades para tomarem decisões adotaram a meia porta como precaução, outras seguiram à risca o recado recebido, enquanto as âncoras abriram normalmente.
O comércio e a prestação de serviço amargaram uma queda de mais de 70% no seu faturamento diário. O comércio efetivamente prejudicado foi o de produtos perecíveis que teve que descartar o que não foi vendido.

