- Por Jessé Cardoso: As Marcas da Corrupção
- Prevenção às arboviroses chega à Zona Oeste
- Prefeitura inaugura o Projeto Ambulante em Harmonia em Campo Grande e aumenta a concorrência desleal ao comércio legal
- Celso Lisboa investe mais de R$ 3 milhões e expande atuação no Rio com três novas unidades, duas delas na Zona Oeste
- Campo Grande reconhece seus primeiros famosos
Nova denúncia

Zona Oeste do Município do Rio de janeiro, 13 de Junho de 2025
O Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) reuniu elementos de prova considerados suficientes pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para fundamentar nova denúncia contra o contraventor Rogério de Andrade, no âmbito da investigação do assassinato de Fernando Iggnácio, ocorrido em 2020. A conclusão consta de decisão do ministro Kassio Nunes Marques, relator da reclamação apresentada pela defesa do investigado, que buscava o trancamento da ação penal. Com a decisão, o contraventor permanecerá em presídio federal.
Na decisão proferida na terça-feira (10/06), o ministro rejeitou os argumentos da defesa, que alegava descumprimento de decisão anterior da Segunda Turma do STF. Naquela ocasião, a Corte havia determinado o trancamento de uma ação penal por entender que a denúncia apresentava fragilidade probatória. No entanto, conforme ressaltado por Nunes Marques, a decisão do STF autorizava o oferecimento de nova denúncia caso surgissem novos elementos de prova — o que, segundo o ministro, foi efetivamente demonstrado pelo MPRJ.
“Como demonstrado, as provas são extremamente sólidas e não só evidenciam o homicídio a mando de Rogério de Andrade e de seu grupo, como revelam a intensa guerra do jogo do bicho, que já vitimou milhares em nosso estado”, destacou a coordenadora do GAECO/MPRJ, Letícia Emile.
Com a decisão, permanece válida a nova denúncia apresentada pelo GAECO/MPRJ, acolhida pela 1ª Vara Criminal do Tribunal do Júri da Capital, e seguem em vigor os mandados de prisão contra Rogério de Andrade e Gilmar Eneas Lisboa — este último apontado como responsável pelo monitoramento da rotina de Fernando Iggnácio antes do crime. A Justiça determinou ainda a transferência de Rogério de Andrade para presídio federal no Mato Grosso do Sul. A audiência está marcada para o dia 26 de junho.
Por Jessé Cardoso/Ass. Imprensa

