Município e Estado ignoram as Ruínas do Matadouro de Santa Cruz

Zona Oeste do Município do Rio de Janeiro, 06 de agosto de 2026.

O histórico Matadouro Público de Santa Cruz, um patrimônio do século XIX , que deveria estar sendo preservado pela Secretária Municipal de Cultura do Rio de Janeiro – Ecomuseu do Quarteirão Cultural do Matadouro de Santa Cruz -, está em quase completo abandono. O Ecomuseu, criado no governo do então prefeito Marcelo Alencar, foi sequestrado pela Secretaria Municipal de Cultura e levado para sua sede no centro do Rio, onde ganhou três cargos em comissão, servindo como cabide emprego para apadrinhados que não conhecem a história de Santa Cruz e nada fazem para conhecer e preserva-la. Os antigos gestores – moradores da região não remunerados – mantinham o Ecomuseu ativo e funcionando com recursos próprios.

O Cenário Atual: Entre o Ensino e a Ruína

A grande área do complexo exibe um forte contraste estrutural: A parte frontal e alguns pavilhões recuperados continuam abrigando unidades da Faetec (Fundação de Apoio à Escola Técnica). O espaço funciona como polo de qualificação profissional e ensino técnico para a juventude de Santa Cruz e região, mantendo viva a função social do terreno.

Por outro lado, em área significativa, destacam-se as Ruínas do Matadouro abandonadas: Bastam poucos passos para além da área operacional da escola ver a outra realidade. Galpões centenários seguem em avançado estado de degradação. Há telhados desabados, paredes de alvenaria histórica escoradas ou caindo, vegetação alta tomando conta de antigas instalações e forte acúmulo de entulho. Descarte de lixo, animais mortos, desmonte de carros e invasão com moradias improvisadas ilustram o quadro atual, por não possuir cercamento ou vigilância adequada em toda a sua periferia.

Tragédia anunciada:

Especialistas e moradores alertam para o risco iminente de perda definitiva de elementos arquitetônicos tombados pelo patrimônio histórico.

Proposta

Lideranças comunitárias de Santa Cruz cobram das autoridades municipais e estaduais um plano integrado de restauro. O pedido é para que a área degradada seja transformada em um centro cultural, museu da memória do bairro ou na expansão da própria Faetec.

Sem retorno, a população assiste o ex-prefeito Eduardo Paes, inventar o Parque Ambiental Terra Prometida.

    O Matadouro de Santa Cruz hoje é o retrato de dois Rios de Janeiro: o que investe na educação profissional e o que deixa ruir sua própria história. Seguiremos acompanhando os desdobramentos e as promessas do poder público para este importante patrimônio da Zona Oeste.

    Por Jessé Cardoso / Ass. Imprensa

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