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Zona Oeste do Município do Rio de Janeiro, 28 de abril de 2026.

Processo contra a Liga da Justiça prescreveu na Justiça Eleitoral

Uma ação que tramitou por mais de 15 anos na Justiça Eleitoral chegou ao fim sem qualquer punição, p. O processo investigava a atuação da milícia Liga da Justiça nas eleições da Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde o grupo controlava o transporte alternativo (vans e moto-táxis), máquinas caça-níqueis.

A Liga da Justiça foi fundada pelos ex-vereadores Jerônimo Guimarães Filho, o “Jerominho” , e Natalino José Guimarães.

 A milícia atuava principalmente nos bairros de Campo Grande, Cosmos, Inhoaíba, Paciência e Santíssimo, controlando o transporte alternativo (vans e mototáxis), máquinas caça-níqueis, a venda de botijões de gás e cobrando taxas de “segurança” dos moradores — tudo com apoio de agentes públicos. Além disso, financiava candidaturas próprias e intimidava concorrentes nas comunidades dominadas pelo grupo.

Jerominho e Natalino chegaram a ser presos e cumpriram pena. Quatro membros da organização foram condenados pelo TJ-RJ em 2014 a penas entre 8 e 18 anos por crimes de hediondo, extorsão e agiotagem.

Já em novembro de 2020, véspera das eleições legislativas, a Polícia Federal deflagrou a 
Operação Sólon , cumprindo 12 mandatos de busca e apreensão em residências, comitês de campanha e empresas ligadas ao clã — entre eles a filha de Jerominho, 
Carminha , então se candidatou a vereadora. A investigação apurava lavagem de dinheiro para financiar candidaturas da milícia na Zona Oeste.

O encerramento do processo eleitoral sem punições reacende o debate sobre a eficácia da Justiça no combate a milícias com raízes políticas na Zona Oeste — uma região que ainda convive com o legado desse tipo de crime organizado.

Por Jessé Cardoso / Ass. de Imprensa

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