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Moradores estão divididos quanto ao Autódromo de Guaratiba

Zona Oeste do Município do Rio de Janeiro, 21 de maio de 2026.
O projeto de construção do Autódromo Parque de Guaratiba, parte de um mega-projeto de entretenimento, ainda depende da execução do Estudo de Impacto Ambiental na região – EIA/RIMA -. A previsão de início das obras era para o primeiro semestre desse ano e a conclusão prevista para 2028.
O público que aprova o projeto – pequenos comerciantes, donos de bares, restaurantes, hotéis, imobiliárias, motoristas de aplicativos, acredita em faturamento recorde em dias de eventos para justificar a adesão. Outra parte, – moradores descrentes que acreditam que só assim terão melhorias no transporte, saneamento básico, saúde, educação, entre outros direitos constitucionais -, completam o grupo.

A população que reprova é formada por moradores residenciais que preservam o sossego e qualidade de vida no dia a dia, e não aceitam ficar refém dos grandes eventos que os proíbem de circular livremente. Eles não querem enfrentar barreiras policiais exigindo credenciais para circularem em suas próprias ruas. Os que trabalham em home office ou tem idosos em casa, crianças e animais de estimação, também não aceitam o desgaste psicológico pela fadiga da repetição constante do barulho dos motores. Eles justificam prevendo que anos depois vão comprovar que o bônus – negócios, empregos e melhorias urbanas – ficarão sobre o controle das grandes empresas, enquanto os ônus – lixo pós eventos, poluição sonora, trânsito caótico – ficarão para eles. O risco de o poder público e o consórcio privado não cumprirem a contento com o prometido, segundo eles, é grande. “Se as promessas de melhorias e contra partidas sociais, ambientais e econômicas não forem cumpridas após a inauguração do Autódromo, onde vamos reclamar e abrir possíveis batalhas jurídicas contra gigantes do setor privado e o próprio poder público? Indagaram, acrescentando que o autódromo ocupará apenas 2% da área do Parque Ambiental que mede 2 milhões de metros quadrados.
Por Jessé Cardoso / Ass. Imprensa

